terça-feira, 10 de novembro de 2009

parte 3.

Bom, ele nem deu sinal de vida. Dois dias sem notícias.
Será que ele me achou efusiva?
Ah! Nem queria mesmo...Quer dizer... Puxa, fiquei curiosa.
Este calor infernal...preciso passar no bar e tomar um suco.

Moça, deixaram um bilhete pra você.

Hã?
Obrigada, seu Zé.



Oi.
Não esperava sua resposta.
Podemos nos encontrar na Praça do Lido amanhã?
Sete da noite, fechado?
Não esqueça de tomar um banho!

Ps.: Desculpa pela brincadeira, mas não poderia deixar passar essa. Rá!

Beijos,
Pedro.

sábado, 7 de novembro de 2009

parte 2.

Claro, que não chamei a polícia. Dã!
Fiquei meia hora olhando os prédios desconfiada.
Achei graça do palhaço desse cara.
Resolvi ir a uma papelaria.
Cômico a cara das pessoas na loja, sei que não estou apresentável, comprei papel, caneta e envelopes de carta. Gastei quase uns dez contos.
Sentei e resolvi escrever.

Prezado Pedro.

Pera.
Para tudo.
Quem escreve assim?
Sou secretária por acaso?

Não.

Amassei o papel.
Quanta dificuldade. Bosta!
Respira.
Inspira.
Pensa.
.
.
.


Pedro,
Procurei em toda a rua, mais ou menos meia hora, e não te vi. Bom, também não sei quem você é.
Pode deixar que não chamei a polícia nem posso incomodar os caras porque fiz uma coisa errada. Deixa pra lá.
Agora, para ser sincera, não sei o que você viu em mim. Branca e loira você até acertou. Agora, linda, é por sua conta e risco.
Obrigada, pela parte que me toca pelo apaixonado. Nunca recebi uma carta desse estilo. Confesso.
Relaxa, que não fiquei estressada com isso.
Você é muito engraçado e sim sou curiosa.
Ah, não é nojo quando as pessoas jogam coisas no chão. É ódio!
Elas bem que poderiam deixar a cidade mais limpa e facilitar o meu trabalho, certo?
Apareça, oras.
Prometo que não irei morder ou gritar.
Abraços,
Pat.

Ps.: Como você descobriu meu nome?
Coisas de curiosa...


Deixarei o envelope no mesmo lugar.
Será que fiz certo?
Ah, quer saber?
Problema.
Para morrer basta estar vivo.